Nome científico:
Myrciaria cauliflora
Família:
Mirtáceas
Nome comum:
jabuticabeira, jaboticaba, jabuticaba-preta
Origem:
Brasil – Mata Atlântica
Descrição e característica
da planta: a árvore pode
chegar a 15 metros de altura e o
seu tronco é liso. As folhas são
vermelhas no início e tornam-se
verdes com a idade. As flores são
brancas e formadas diretamente no
tronco e nos galhos, formando tufos
de várias flores. Em geral, floresce
duas vezes ao ano: de julho a agosto
e de novembro a dezembro. Os frutos
arredondados são de coloração verde,
durante o seu desenvolvimento, e
roxo-escuro ou frutos desenhados
por finas estrias de cor carmim,
quando maduros. A polpa é esbranquiçada
e bem doce e envolve uma ou mais
sementes. O tamanho dos frutos,
das sementes e o teor de açúcar
variam com as variedades. A variedade
mais cultivada e conhecida é a Sabará,
porque os frutos são mais apreciados
e doces. Embora muito rara, existe
jabuticaba branca, onde os frutos
novos são verde-escuros como as
jabuticabas comuns e depois vai
clareando até verde bem claro, quando
estão maduros. Em geral, a maturação
ocorre cerca de um mês após o florescimento
e os frutos cobrem quase totalmente
a superfície do tronco e dos galhos.
O período de colheita é por alguns
dias. A jabuticabeira se desenvolve
e frutifica bem em solos profundos,
ricos em matéria orgânica, boa disponibilidade
de água durante o ano e não tolera
solos encharcados. O crescimento
é lento, principalmente nos primeiros
anos. A propagação pode ser por
sementes, enxertia e alporquia.
Plantas provenientes de sementes
apresentam bom vigor e grande longevidade,
mas o início da primeira frutificação
é muito demorado, podendo passar
os 15 anos após o plantio de mudas.
Quando enxertadas, as plantas frutificam
com 7 a 10 anos de idade. A alporquia
é interessante porque pode reduzir
o tempo para 3 a 5 anos o início
de produção comercial. A alporquia
é uma técnica usada para enraizar
ramos com diâmetro de 1,5 a 2,5
centímetros, na própria planta que
já esteja frutificando, pela retirada
de um anel da casca. Depois cobre-se
o local com musgo úmido ou terra
úmida e protege-os com um plástico
para não secar. A adição de um hormônio
de enraizamento, o ácido indol butílico,
no local do corte, favorece o enraizamento.
A formação de raízes ocorre no período
de 40 a 60 dias. Ao constatar a
emissão de raízes, apalpando-se
o local, deve-se cortar o ramo logo
abaixo, retirar o plástico, plantar
num substrato rico em matéria orgânica
e manter em local que propicie bom
desenvolvimento. Em geral, as plantas
propagadas por alporquia têm menor
longevidade em relação a outros
métodos de propagação.
Produção e produtividade:
a jabuticabeira é encontrada com
freqüência nos quintais, nas chácaras,
nos sítios e fazendas em praticamente
todos os estados brasileiros, mas
é mais comum nos estados de Minas
Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro,
São Paulo e no Paraná. A jabuticaba,
embora muito popular, não é comercializada
em grande quantidade pela dificuldade
na colheita e a necessidade de ser
consumida logo, porque é muito perecível.
Na geladeira, pode ser conservada
por 2 a 3 dias.
Utilidade: os frutos
são muito saborosos e consumidos
principalmente ao natural ou na
forma de geléias, doces, licores
e vinhos. A jabuticaba é rica em
vitaminas do complexo B, principalmente
B2 e niacina, em vitamina C, em
ferro, fósforo e cálcio. Há indicações
do uso da casca da árvore para fins
medicinais